Aumentar o diagnóstico precoce do cancro de pulmão em 20% até 2030


Para reduzir o sofrimento e a morte precoce por cancro do pulmão, especialistas em saúde respiratória pedem aos decisores políticos para que se comprometam a aumentar o diagnóstico precoce do cancro de pulmão em 20% até 2030, como parte do Plano Europeu de Luta Contra o Cancro. 

A ERS e outras 29 entidades enviaram uma carta aberta àComissãoEspecialdoCombate ao CancrodoParlamento Europeu para destacar a importância dessa meta, com recomendações para alcançar este objetivo ambicioso, mas realista.

O Prof. Doutor Jan Van Meerbeeck, diretor da Assembleia de Oncologia Torácica da ERS, sublinha que “o cancro do pulmão continua a ser a causa mais comum de morte por cancro, causando mais mortes a cada ano do que os cancros de cólon, mama e próstata em conjunto, já que muitas vezes é diagnosticado num estádio tardio, quando o tratamento tem menor probabilidade de sucesso”. 

“Com o compromisso de aumentar o diagnóstico precoce em 20% até 2030 no Plano Europeu de Luta Contra o Cancro, os legisladores enviarão uma mensagem forte aos Estados-Membros da União Europeia (UE) e aos cidadãos sobre a importância vital do diagnóstico e deteção precoce no tratamento do cancro de pulmão e sobrevivência”, acrescentou.

Para atingir a meta de aumentar o diagnóstico precoce de cancro do pulmão em 20% até 2030 é necessário:

  • Estender as recomendações do Conselho Europeu para o rastreamento do cancro ao cancro do pulmão com a atualização de guidelines para 2022;
  • Apoiar projetos que explorem as barreiras que limitam a deteção e diagnóstico precoce do cancro de pulmão através do EU4Health ou de outros programas relevantes;
  • Apresentar uma campanha de sensibilização à escala da UE para sensibilizar o público em geral para a importância da deteção precoce do cancro, para aumentar o diagnóstico precoce e salvar vidas;
  • Aumentar a cooperação entre especialistas europeus com colaborações transfronteiriças, como centros de excelência multidisciplinares, para promover a pesquisa e a compreensão da doença.

Leia a carta na íntegra AQUI.

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